

Eu e Total decidimos voltar ao albergue e dar uma pinta no tal do Pelourinho. É bonito, porém, vc é roubado o tempo inteiro, pois aparecem umas pessoas na sua frente com uma maldita fita do Senhor do Bonfim e diz que é presente, porém o presente sai caro, melhor caríssimo, pois você é obrigada a comprar um maldito colar de semente. Eu e Taty já ficamos putas. Fomos para o tal Mercado Modelo, achei bem arrumado, porém, tudo era caríssimo. você não encontra nem uma lembrancinha por um real. Bem como somos simpáticas fizemos conato com uma vendedora que nos deu uns descontinhos. Decidimos parar de tentar comprar algo barato e fomos beber.
Bem o dia seguinte parecia que não iria acabar. Levantamos cedo e fizemos um roteiro básico. Fomos a Igreja do Senhor do Bonfim(escadaria é a da Penha) e por sugestão de Dionísio, rumamos para a Ilha de Marés. Primeiro, as pessoas diziam que era pertinho –vinte minutos – levamos 1h e 55min de ônibus. Chegamos para pegar a embarcação. Eu iludida achei que era uma barca igual a de Niterói, porém, era aquela que vive afundando...na tal barca, demoramos mais vinte minutos cariocas, até que uns meninos vem em uma canoa em direção a precária embarcação que estávamos. Pensei meu Deus são corsários! Não tínhamos que trocar de embarcação e o que já era ruim ficou pior. O baiano com toda sua calma me diz: “pule meu rei, pule!” O que fiz? Pulei. Quase afundei a porra da canoa. Chegando a maldita ilha, depois de me sentir no Titanic, mudei de personagem e comecei a me sentir em Casa de Areia. Sim a Ilha era realmente paradisíaca, porém sem um recurso apenas. Não tinha farmácia, MC Donald e o mais importante: VISA!
Mais uma vez ouvi: são vinte minutos até a praia. Andamos quase uma hora a pé. Eu e Fabi, exaustas seguíamos o jumento que carregava as coisas dos nativos. De repente eis que olho pra frente e tenho a visão do inferno. O maldito jumento soltou um peido sonoro em nossa cara. Caralho! Pude ver todo o intestino do bicho...
À noite, ainda animada por achar algo pra fazer, fomos procurar uma boate. Conclusão: o taxista nos deu uma volta e disse que o lugar havia falido, descobri conversando com alguns nativos, que se você pedir para te levar em lugares gays, eles fazem isto mesmo.
No dia seguinte, não quis sair do albergue de dia, já não agüentava mais me aborrecer. À noite, depois de muita insistência, fui com Taty e Dionísio para uma boate que era pior do que a Vollupia.
Salvador parte II.
Bom, depois de tanto sofre, optei mesmo em não sair mais do albergue, só queria que o pesadelo acabasse. Total ficou doente e optei em ficar de enfermeira Betty. Mesmo passando mal ela queria ir ao Farol da Barra e a Feira de São Joaquim. Bem a feira parece a Favela da Maré, fui atacada por uma galinha e um saco de colorau. Eu juro que queria morrer. Agora gente o farol é lindo. Que praia, que gente bonita!
No domingo, Fabi passou mal e ocupei o cargo de Betty de novo. Taty e Dionísio foram pra praia. Quando Fabi deu uma melhorada, optamos em sentar nas escadas da casa de Jorge Amado e assistir uma filmagem que rolava. Bem, sei que no Rio a bandidagem impera, tem bala perdida e outros, mas gente nunca presenciei quatro assaltos e meia hora, assim como presenciamos lá.
Segunda, ultimo dia de angustia. Porém, decidi ir a praia, não me lembro o nome, mas estava ótima. Deserta e silenciosa, finalmente relaxei...
Esta foi então minha viagem insólita à Salvador. O que valeu a pena foram os micos pagos pela turma.
Se você for a Salvador, fique hospedado naqueles resorts caríssimos, que dispõe de guias e assim não e aborrecerá. Leve seus medicamentos básicos, pois farmácia é artigo de luxo. Não se entupa de comidas regionais, caso não ache comida, prefira os sanduíches – tem um barzinho no Pelourinho chamado 24h que tem alguns bem gostosinhos e sem dendê. Ah! Consegui encontrar uma Pizzaria – Don Raffaelo, maravilhosa, também no Pelourinho.
Obs. Não quero ver dendê, colorau e coentro por muito tempo. Alias coentro e colorau e dispenso sempre.