quem pode pode, quem não pode que se...


01/04/2005


Fortes emoções...

Semana agitada...

 

Segunda: comecei meu tratamento médico, mijei igual uma vaca, aliás, várias vacas. Á noite estava morta de fome, pois não havia nada em casa que eu poderia comer. Eu e Eike tivemos de ir ao self service e, finalmente comi uma carne, salada e frutas.

 

Terça: não precisei tomar o remédio, por isso as  vacas me deixaram em paz, porém a comida era a mesma! Fui para a faculdade. Quase morri de fome, pois lá só tinha aquelas besteiras maravilhosas, resisti. Cheguei em casa comi pão light e queijo branco e, meu marido de sobremesa.

 

Quarta: as vacas voltaram!!! Cardápio: o mesmo. Á noite fui para a faculdade e, de lá fomos para uma festa em Santa Teresa, numa casa maravilhosa. Eu, morta de fome e, com algumas folhas de capim no estômago, fiquei louca ao saber que na festa só tinha bebida, abri a geladeira da mona e comi um sanduíche, senão caía literalmente verde.

 

Ao voltar para Cubatão, caminhando pelas ruas, percebi um menino de uns 11 anos vendendo bananada(como gosto de bananada,principalmente com fome, não comprei) e, se aproximando dele dois bofes classe média, deixei-os para lá e prossegui com meus pensamentos, daqui a pouco, o mesmo menino passa por mim feito um foguete e desmaia nos meus pés. Fiquei louca, pois se visse iam achar que eu fiz algo com o pobre garoto. Abaixei-me e percebi que lhe faltava ar. Pedi para que ficasse calmo e tentasse respirar. Enquanto isso uma menina que catava papelão se aproximou e contou o que havia acontecido, perguntei se ele havia usado alguma droga, ela disse que ele não era “menor de rua” e sim trabalhador. O menino se recobrava. Levantei-o e perguntei os detalhes do ocorrido. Ofegante me disse que os dois caras babacas de classe média, roubaram seus míseros R$25,00 e tentaram estrangula-lo. O mais interessante da história é que ele queria dar parte na policia, pois se sentia violado. Acalmei-o, mas mesmo assim ele insistiu. Neste momento uma viatura da polícia parou adiante e, o pobre inocente, negro, pés, descalços, lágrimas nos olhos correu em direção aos ditos policiais. Eu e a menina grávida ficamos com medo de acontecer algo aquela criança e fomos correndo atrás, como ela estava grávida pedi que se escondesse atrás de uma coluna e observasse tudo atenciosamente. Me aproximei da viatura e, para meu espanto os mesmo babacas estavam próximos a viatura, tinham ódio no olhar, mas eu também tinha e não sabia o que faria se eles fizessem algo aquela pobre vítima.

Atônita e estarrecida, observei aquele criança frágil se tornar forte e, enfiar o dedo na cara dos safado e denunciá-los para a polícia, porém os BANDIDOS também eram da polícia e, pior matadores. Os ditos policias bandidos e os ditos policiais trabalhando ameaçaram colocar o menino na viatura, explodi e neste momento minha testemunha se aproximava e, como num filme de ação, a rua encheu de gente para ver o ocorrido. Corri e arranquei o menino da mão do policial. Assustados com minha reação os policiais bandidos ameaçaram me prender, mas como não tô loca, tinha meu esquema armado e naquele momento muitas testemunhas, disse que se me prendesse, com certeza quem ira preso seria ele por desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente e, por algemar e constranger uma criança. Quem você é? Perguntou um dos bandidos a paisana. Sou Assistente Social, berrei!!

A menina que estava conosco grávida observava muda e atenta a tudo que acontecia. Eu me sentido a Doroth (aquela freira morta no Pará). Finalmente, depois de tanto esbravejar, abracei o menino, tirando-o das mãos dos BANDIDOS/POLICIAIS, fomos saindo. Minhas testemunha se juntou a nós e me contou que eles são matadores de “menor” e que fui muito corajosa.

Confiantes que tudo já tinha acabado, caminhávamos conversando, até que os meninos avistaram o carro dos palhaços nos seguindo. As crianças ficaram nervosas e, eu tentando achar uma saída, pensei rápido e entramos numa rua contramão à dos bandidos, que não nos acharam. Me despedi da menina e disse para que fosse para sua casa e levei o menino até o ponto de ônibus. Porém ele começou a chorar, pois sua mãe bateria nele senão conseguisse o dinheiro. Dei-lhe meus únicos R$5,00 e ele se foi, certo de que a mãe bateria nele.

Neste relato sem nomes as histórias se misturam, pois este é o país em que vivemos, ninguém respeita ninguém, quem tinha de defender, ataca e, quem tinha de ser preso vira vítima. Pior aconteceu numa cidade do Rio de Janeiro, que se diz a melhor em qualidade de vida...qualidade para quem?

 

Escrito por Marcellette Roosevelt às 12h33
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Continuação

Quinta: fui ao médico com meu pai. Conheci um primo que nunca tinha visto, não era bonito não, mas gente boa. Estávamos todos apreensivos, pois seria o tiro de misericórdia. Meu peito apertava e tentávamos não tocar no assunto. Entramos no consultório e ficamos calados ouvindo os relatos de vida das pessoas que ali buscavam vida. Entra o primeiro paciente e demora uma hora. Meu pai era o quarto da fila... entra o segundo, mais meia hora, o terceiro mais uma hora e, a angustia apertava nossos peitos. Meu primo estava tenso. Meu pai tentava sorrir e eu nem me manifestava, exceto meu nariz que parecia as cataratas do Niágara. A todo instante eu chamava por Nossa Senhora de Fátima, era meu único conforto.

Quando ouvimos o nome de meu pai entramos nervosos, tensos e ao mesmo tempo esperançosos o medico estava muito tranqüilo e percebeu nosso estado emocional. Antes de abrir os exames brincou, deu pinta, riu, enfim nos relaxou. Ao abrir os exames, um sorriso por parte dele nos deu um alívio e, eu e meu pai apertamos nossas mãos. O diagnóstico? O braço do meu pai estava ótimo, ao contrario do que o outro médico disse e minhas lágrimas rolaram a ver meu pai feliz por recuperar sua vida roubada. Foi um momento mágico e milagroso, pois já estávamos descrentes de tudo. O médico perguntou se meu pai queria operar, dissemos sim, ao mesmo tempo e sem pestanejar, porém para isso teríamos de esperar por mais uma hora.

Fomos fazer hora no shopping éramos só felicidade, meu pai que antes de tentar este último médico chorou, ontem era só risos. Eu ainda estava tensa, afinal tinha outros compromissos. Ele queria que eu fosse, porém insisti e fiquei. Ao retornarmos ao consultório, ainda esperamos pos uns vinte minutos. Quando anunciaram o nome dele nos olhamos com carinho, pois após tanta luta finalmente conseguimos. Quando a porta se fechou, desabei e comecei a chorar. Chorar de felicidade, de agradecimento a todos os deuses, pela minha força e por ter conseguido fazer com que meu pai desistisse. Creio que este foi o dia mais longo da minha vida.

A cirurgia estava demorando demais e, eu andava para lá e para cá, nervosa, tensa, sozinha. Bebi todo o café que era oferecido, vários copos d’agua, chicletes e unhas, lágrimas desciam dos meus olhos o tempo todo. A cada vez que a porta era aberta eu perguntava como ele estava. Está bem, dizia a secretária preocupada comigo. Eu estava tão tensa e emocionada que consegui sensibilizar a recepcionista que parecia uma pedra. Num dado momento ela se levantou me deu um abraço e me ofereceu água.

Finalmente, acabou a cirurgia e os médicos saíram rindo dizendo que ele estava ótimo e que a cirurgia foi um sucesso e, que foi a cirurgia mais engraçada que eles fizeram. A enfermeira me pediu que esperasse um pouco, que me deixariam entrar. Sorri e, mais lagrimas, parecia que um elefante, uma anta e uma capivara sairam das minhas costas. Mais ou menos dez minutos depois, me deixaram entrar. Papai estava um pouco grogue da anestesia, fiquei ao seu lado acariciando seus poucos e fracos cabelos , acometidos pela violência da hemodiálise. A enfermeira começou a me contar que papai delirou o tempo todo durante a cirurgia e que queria dançar forró e contou piadas. Disse que ele achincalhou minha mãe e minha irmã e que não parava de me chamar. Mais lágrimas. Quando acordou estava meio mole e começou a falar besteiras de novo. A sala de cirurgia virou um circo, todos nós riamos e comemorávamos o resultado da operação que durou quatro horas. Na saída, a recepcionista me elogiou para papai, dizendo que nunca viu alguém acompanhar um paciente o tempo todo. Me abraçou e mais uma vez choramos todos. Para terminar a noite fui para a faculdade contar para minha amiga Lize, porém ela já tinha saído. Então, fui terminar o dia com minhas amigas Gi e Isis num barzinho, só para relaxar. Dormi na van e fui parar no meio do nada.

Não posso esquecer: Eike me levou para almoçar num restaurante japonês, talvez, com o intuito de me acalmar...obrigado, nem! Te amo!

 

Sexta: como o dia mal começou, só poderei falar na segunda.

 

 

 

Escrito por Marcellette Roosevelt às 12h31
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28/03/2005


Escrito por Marcellette Roosevelt às 21h20
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Escrito por Marcellette Roosevelt às 21h18
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Escrito por Marcellette Roosevelt às 21h16
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Final de semana balacudo!!

Gente feriado da Semana Santa é uó...Chuva, preceitos religiosos arcaicos e, por aí vai.

Sábado começou a ferveção: malhamos o Judas e, com 99,99% de votos a escolhida foi Taty Caxias. Estavam presentes em Cubatão, Juju Mader, Halebibi, Taty, Eike e eu. Vimos uma porrade de filmes(Cazuza,Ônibus 174, A Paixão de Cristio, A Encantadora de Baleias e, não me lembro mais...). A noite fomos a Umbanda e depois fomos beber num barzinho qualquer em uma rua qualquer,  fomo dormir às 3:30min.

Domingo, o popvo encheu o cú de chocolates, eu estava com gases, parecia uma bomba atômica. À noite fomos para outro barzinho encher a cara. Arrotei sem querer na cara do amigo de Eike, sem falar nos peidos...Halebibi era só risadas!

enfim o final de semana foi tudo...voltem mais vezes garotas! Beijos Marcellette

Escrito por Marcellette Roosevelt às 21h15
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